Tweets
Palavras que eu preciso escutar de mim
O dia hoje começou como vários dias começam pra mim. Levantar, tomar café-da-manhã, tomar um banho, fazer a lista da feira e ir para o supermercado. Seria mais um dia rotineiro entre afazeres cotidianos e planejamento semanal se eu não fosse atravessado pelas palavras de Linn da Quebrada na entrevista com Mano Brown.
Faz um tempo que eu venho numa espiral de dar menos importância ao social que me permeia para tentar me achar dentro de mim. Entender quem eu realmente sou e não o que eu me tornei ao atender às várias expectativas em mim lançadas. A Linn disse que se perguntou o que apenas ela poderia falar para ela. Que verdades ela precisava ouvir de si mesma pra tentar se entender e se libertar daquilo que foi construído sobre ela. E isso me pegou muito fortemente.
A primeira coisa que eu consegui pensar sobre isso era que eu não era tão perfeito quanto eu imaginava ser. Que eu tenho desejos, falas e atitudes que eu condeno muito nos outros, mas que estão reprimidas aqui dentro de mim. Imediatamente lembrei das vezes que eu já pensei em ficar ou transar com alguém, mesmo estando comprometido, e ao mesmo tempo repudiar isso no outro. E ao entrar nesse redemoinho de lembranças lembrei de mim pequeno. Acho que eu deveria ter uns 7ou 8 anos. Eu sempre fui muito falante e gostava de aparecer, como dizem. Gostava de falar, dançar, queria atuar, imaginava cenários, roteirizava cenas na minha cabeça. Até tentamos gravar algumas coisas, eu e meus primos. Mas uma dessas gravações me pegou de jeito.
Nessa época eu já recebia alguns olhares atravessados e comentários a cerca da feminilidade que eu performava. Lembro de uma vez que eu pintei as unhas de hidrocor, e fui mostrar para uma vizinha que eu gostava muito. Ela imediatamente contou para os meus avós que me fizeram passar horas esfregando minhas unhas para tirar aquilo. Nessa gravação em específico eu estava na casa dos meus primos e me gravava “apresentando” a casa deles. Durante a filmagem, chega minha tia, levemente embriagada, e tira um sarro comigo, pegando a minha feminilidade como ponto de chacota. Não lembro bem o que ela disse ou fez, mas naquela hora eu parei a gravação e fui assistir pra entender o porquê dela ter feito aquilo. E pela primeira vez eu enxerguei o que todo mundo falava de mim. O jeito de falar, a entonação das palavras, a articulação de palavras e gestos. Tudo. E acredito que foi a partir dali que eu me percebi e passei a reprimir esse meu lado, que na verdade era simplesmente EU.
Lembro de mim, com 20 anos, rolando o feed do Instagram ou vendo os snaps de alguém que comentava que a “pior coisa que alguém poderia fazer contra si mesmo era se perder no que os outros esperavam que você fosse e deixar de ser aquilo que se queria ser”. Hoje eu consigo fazer um paralelo entre os dois momentos. O da filmagem, quando eu deixei de fazer quase tudo o que eu gostava e a me corrigir para corresponder a uma expectativa - e não só corresponder, mas fazer com excelência - e o de quando eu percebi o caminho que eu tinha tomado e não sabia mais se aquilo era eu ou o que esperavam de mim. Desde então eu estou tentando me achar novamente, ou ver se eu me perdi mesmo. Talvez isso também esteja intrincado no modo como eu encaro as relações sociais hoje em dia e a dificuldade que eu tenho de interagir com as pessoas se eu não tiver um claro propósito naquilo. Não sei só jogar conversa fora. Talvez pelo medo de agir com tanta naturalidade que “percebam” algo que eu não gostaria que percebessem. Bom, é por aí.
Obrigado, Linn!
Eu não sei fazer outra coisa a não ser chorar. Passei os últimos dois dias intercalando entre chorar quando estou sozinho e fingir que ta tudo ótimo quando estou com os outros, porquê ninguém tem a ver com o que aconteceu ou por vergonha de um dia depois de fazer declarações ouvir o que ouvi.
A sensação que eu tenho é de abandono. Abandono de parceria, abandono de quem eu era, abandono da vida e dos planos que eu tinha. Nunca, em um período tão curto de tempo, eu perdi tanta coisa importante pra mim. Você está sendo uma delas. Simplesmente não sei se consigo passar um pano em cima de tudo isso e seguir em frente “por nós dois”.
A verdade é que eu sinto que fui usado. Minha confiança foi usada contra mim. Primeiro, me escondeu que tinha tido uma história recente com ele logo quando começamos a ficar e o encontramos por acaso. Depois, recorreu a ele para pedir ajuda no VVC e só depois me contou isso, enquanto eu achava que era um projeto “nosso”. Em seguida, depois de fecharmos o relacionamento, sai com ele pra conversar, numa sexta-feira às 21h em um bar, mas me garante que não tem nada demais nisso e que não tem outra intenção com ele, que o que sentia já tinha se resolvido. E eu acreditei em tudo. Nunca tinha tido motivos pra desconfiar e você tinha me garantido isso.
Poucos dias depois da nossa viagem. Nossa primeira grande viagem. Quase que nossa viagem de comemoração de 6 anos juntos. Tínhamos planejado, eu tava super feliz, só sentindo uma onda de coisas boas pra nós, tudo finalmente se aprumando… E aí você faz isso comigo. Logo agora que eu queria mostrar meu amor por você pra todo mundo. Logo agora, que eu recebi apoio de familiares que eu sempre achei que não fossem lidar bem com isso. Logo agora que você tava conquistando uma certa abertura com seus pais em relação a nós. Agora, que nossa relação estava evoluindo.
Nunca me senti tão só, tão abandonado como venho me sentindo nesses últimos meses. Só você poderia me entender vim pra uma cidade nova, sozinho, longe das pessoas que eu amo. Vivia planejando a loucura de viver entre um estado e outro pra ficar perto de você, pra fazer acontecer nossos sonhos e vontades. Nesses últimos dois dias isso aumentou drasticamente. Minha vida era você. Era compartilhar contigo o que acontecia comigo. Era encontrar em você o abrigo e o acolhimento que eu tanto sinto falta. Agora eu não tenho mais nada. Jamais vou esquecer o papel de idiota que eu fiz no dia que você me contou. JAMAIS. Chegar em casa feliz por te ver, animado pra te contar o meu dia, pra saber do seu. Fazer nosso momento juntos antes de você voltar pra casa. E você destrói tudo isso em poucos minutos.
Você diz que me ama, olhando no fundo dos meus olhos. Tenta justificar o que houve usando suas inseguranças como escudo, quando na verdade o único que teve as inseguranças expostas foi eu. As inseguranças, as experiências, os planos, a consideração. Foi tudo exposto. Poucos dias após nossa viagem juntos. Pouco tempo depois de planejarmos eu conhecer seus irmãos.
Ainda não sei o que vai ser de mim. Tenho vivido entre crises de ansiedade intermitentes. Não sei se consigo deixar passar o que houve. Será que sobrou amor pra mim mesmo depois de te dar tudo o que eu tinha? Será que eu consigo conviver com esse fantasma na nossa relação?
It’s been a long time
Minha rotina tem sido quase que a mesma todos os dias. Assim que vim pra cá, era motivo de festa, porquê era novidade. Mas hoje, estou num ponto de quase abandonar tudo, já que o piloto automático já está ligado. Aqueles que me conhecem bem notaram que eu não estou legal até mesmo antes de mim. Voltando pra casa ouvindo o podcast de Mano Brown, entrei numa espiral de pensamentos em que me perguntava em que momento eu me perdi de mim; em que momento eu passei a duvidar das minhas habilidades e capacidades. Me peguei pensando sem tudo que eu já conquistei nesses meus quase 26 anos de vida, e no porquê de eu estar me sentindo assim: diminuído, fracassado, subaproveitado. Não mais muito o que fazer. Não sei se é cansaço físico ou mental ou os dois ao mesmo tempo se misturando e me confundindo.
Em poucos dias faz 1 ano do fim do mestrado. Esse ano completou 10 anos do meu técnico em química. Talvez seja isso. Ou talvez eu esteja buscando motivos para tudo isso que eu estou sentindo.
É isso. Para o meu desespero e do meu terapeuta: eu voltei pra cá!
“Water does not resist. Water flows. When you plunge your hand into it, all you feel is a caress. Water is not a solid wall, it will not stop you. But water always goes where it wants to go, and nothing in the end can stand against it. Water is patient. Dripping water wears away a stone. Remember that, my child. Remember you are half water. If you can’t go through an obstacle, go around it. Water does.”— The Penelopiad by Margaret Atwood | @wnq-quotes
(Source: wordsnquotes.com, via zarb)
Oi, lindinho!
Depois de um tempo, voltei a escrever algumas coisinhas pra você. Especialmente hoje estou me sentindo tocado pela falta que você me faz. Deve ser porque você vai passar mais um período longe de mim, correndo atrás dos seus sonhos. Você é um cara que cativa em todo e qualquer aspecto. Pra mim é um orgulho ter alguém como você do lado e por vezes sinto orgulho de mim mesmo por ter te conquistado hehehe. Todas as vezes que ficamos juntos me faz lembrar o porquê de eu gostar tanto de você, o porquê de não conseguir ficar com raiva de você e o porquê de quase sempre imaginar um futuro junto contigo. A gente nunca sabe o que o destino têm para nós. Eu nunca poderia imaginar que iria te encontrar de novo e nem que você se mostraria essa pessoa maravilhosa. Acho que o amor platônico que tive por você 7 anos atrás ficou dormindo aqui no meu peito esse tempo todo. Só assim pra explicar esse sentimento que só faz crescer em mim. Talvez o destino reserve outra coisa nós, diferente dessa que planejamos; ou talvez ele reserve exatamente tudo isso que estamos construindo aos poucos. O que importa agora é o fato de estarmos juntos e de eu ser plenamente feliz do seu lado. Desejo um semestre de realizações pra você. Que você consiga a vaga no PET, que consiga uma bolsa no Projeto, que consiga fazer tudo sem perder tantas noites de sono e que continue sendo esse Netinho do Euclides que todo mundo ama. Te amo, meu amor <3
Eu tenho medo de ser injusto. Muito medo mesmo. Injusto não só com quem eu gosto, ou com as pessoas ao meu redor, mas também injusto comigo.
Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura.
(via renunciador)
Que o riso seja sua fala toda vez que sua voz acabar.
(via renunciador)
Feliz Aniversário, meu Amor!!

Desejar parabéns pelo seu aniversário é muito pouco em relação a tudo o que você é. É tão pouco que eu tive que viajar mais de 260 km para te mostrar. Fiz isso porquê eu sei que você faria o mesmo, ou talvez mais por mim. Passar os 3 dias contigo foi muito pouco e passou muito rápido, mas me lembrou o porquê que eu ainda escolho ficar contigo, apesar da distância. Tu é a pessoa que me ouve piamente, e apesar de nem sempre concordar com a forma que penso, diz coisas certas nas horas certas. Aquele pelo qual penso todos os dias, e que não vê a hora de te ter por perto novamente. Você distante faz muita falta sim, mas admiro muito sua coragem de mudar de cidade, ficar distante de família, amigos e do namorado aqui pra ir em busca dos seus sonhos. Foi pelo seu exemplo que eu passei a acreditar um pouco mais em mim mesmo, e criar coragem pra desbravar cidades e o que quer que seja pra conquistar aquilo que sonho. Te admiro por ser amigo dos seus amigos, por ser o filho que és e por ser um dos melhores irmãos que já vi. Por ser o tipo de pessoa que fez com que meus pais me aceitassem melhor, e que quebrou muitas barreiras aqui em casa por ser uma pessoa tão cativante. Todo mundo que te conhece quer te ter por perto, Neto, quer te guardar num potinho, porquê pessoas como você são raras. Então, aquela frase clichê de que “quem faz aniversário é você, mas quem ganha o presente sou eu” é totalmente cabível na minha história contigo. Sou muito feliz por estar comemorando pela 2 vez essa data contigo. Muito obrigado por tudo, te amo de verdade, e que as mudanças que virão nesses 23 sejam pra crescimento pessoal e melhoramento, até porquê os 23 nem começaram, mas os 24 já estão empolgadíssimos pra entrar em ação, né amore?!
Te desejo muito eu na sua vida, muita saúde, muita paciência pra lidar com tudo (principalmente com os trabalhos da FAU), muito mais anos de vida e tudo de mais maravilhoso que o mundo pode proporcionar a você.
P.S.: CUIDADO NOS ROLÊS DA VIDA EM MACEYORK VIU, MEU ANJO?!
